sexta-feira, 11 de novembro de 2011

domingo, 4 de setembro de 2011

No Pantanal



Maria Rachel Coelho e sua estrela Janette Jane no nosso fascinante Pantanal

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

DPU em defesa do Antigo Museu do Índio do Maracanã

Foto: O Defensor Público André Ordacgy com a Professora Maria Rachel Coelho

Durante toda a manhã a professora Maria Rachel Coelho esteve em reunião com o Defensor Público André Ordacgy, titular do Ofício de Direitos Humanos e Tutela Coletiva para tratar do tombamento do prédio do Antigo Museu do Índio no Maracanã.


Inicialmente André vai oficiar o INEPAC para obter informações acerca do pedido de tombamento feito a este órgão em abril de 1997. O prédio pode até já estar tombado. De acordo com este resultado o defensor público, então, pedirá ou não seu tombamento ao IPHAN.

Com o prédio tombado, o poder público terá que restaurá-lo e preservá-lo. Com isso, ele cumprirá a condição estabelecida em escritura pública de doação feita pela Alteza Real Senhor Duque de Saxe.


O imóvel foi doado por Duque de Saxe em 1865 com cláusula que o condicionava a pesquisa sobre as populações originárias e suas sementes domesticadas.

segunda-feira, 22 de março de 2010

Índios do Xingu fazem treinamento com bombeiros de elite dos EUA

Vinte e cinco indígenas de quatro etnias participam de encontro.Instrutores enfatizaram importância da prevenção das queimadas.

Treinamento incluiu a simulação de uma queimada. (Foto: Kiabieti Metuktire/Divulgação)


Treinamento enfatizou importância da prevenção ao fogo. (Foto: Kiabieti Metuktire/Divulgação)
Índios de quatro etnias do Xingu participaram de um treinamento com bombeiros “Hotshots” dos EUA - profissionais altamente especializados no combate a incêndios florestais em áreas protegidas, financiados por diferentes agências governamentais americanas.
Ao todo, 25 índios trumai, caiapós, juruna e panará, além de 20 bombeiros de Mato Grosso, estiveram reunidos entre 1º e 7 de março na aldeia Piaraçu, na Terra Indígena Capoto Jarina.
Segundo relata o tenente-coronel bombeiro Alessandro Mariano, coordenador do projeto de brigadas de bombeiros indígenas, os três americanos que fizeram o treinamento deram ênfase, em especial, à importância da prevenção dos incêndios florestais. Um antropólogo serviu de intérprete ente os índios e os instrutores estrangeiros.
No Xingu já há cerca de 50 indígenas treinados e equipados para combater as queimadas. A partir de maio, quando recomeça a temporada do fogo na Amazônia, eles devem mais uma vez se esforçar para evitar que incêndios destruam a mata em suas terras.
Em 2008, o cacique Raoni foi recebido em Brasília pelo ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, em reconhecimento ao trabalho dos bombeiros indígenas, pois conseguiram reduzir em 80% o número de queimadas entre 2007 e 2008 em sua região

terça-feira, 9 de março de 2010

Marinha prepara lanchas para alunos das áreas ribeirinhas

As duas primeiras lanchas-escola desenvolvidas especialmente para o programa Caminho da Escola pela Marinha do Brasil foram entregues ao Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) ontem, 8, às 15h, na Base Naval de Val-de-Cães, em Belém.

O Caminho da Escola tem como objetivo renovar a frota de veículos escolares do país, garantir mais conforto e segurança aos estudantes e contribuir para o acesso e a permanência na escola dos alunos de educação básica das redes públicas que moram na zona rural.

A Marinha vai construir 600 lanchas especificamente para o transporte dos estudantes das áreas ribeirinhas, usando a infraestrutura das bases navais de Belém, Natal e Salvador. Em 2010, 180 embarcações devem ser distribuídas para municípios dessas regiões.

Construídas em alumínio naval, com 7,30m de comprimento, as lanchas-escola incluem itens de segurança, como coletes salva-vidas, extintor de incêndio, sirene, luzes de navegação, rádio comunicador e defensas. Podem transportar até 20 alunos, incluído um lugar para portador de necessidades especiais. O projeto leva em consideração a idade e as necessidades desse público durante o trajeto casa-escola-casa.

Pesquisa – As lanchas-escola serão entregues antecipadamente ao FNDE para que tenha início a primeira pesquisa nacional sobre transporte escolar aquaviário. Promovido pelo Fundo e desenvolvido pela Universidade de Brasília (UnB), o levantamento vai apontar a realidade vivida pelos estudantes das cidades ribeirinhas da Amazônia na hora de ir para a escola. Também vai identificar as rotas fluviais utilizadas na região, o número de alunos transportados em embarcações, as condições técnicas desses barcos, o tempo gasto e a expectativa de pais e alunos, autoridades municipais e comunidades ribeirinhas.

Durante três meses, os pesquisadores da UnB percorrerão 5 mil quilômetros pelos rios Guamá, Tapajós, Amazonas e Solimões, entre Belém e Tefé (AM), analisando pelo menos 65 rotas percorridas para chegar às salas de aula por alunos que moram em áreas ribeirinhas.

A cerimônia de entrega das lanchas contará com a presença do presidente do FNDE, Daniel Balaban, do comandante do 4º Distrito Naval, vice-almirante Rodrigo Otávio Fernandes de Hônkis, do diretor de engenharia naval da Marinha, contra-almirante Francisco Roberto Portella Deiana, e do diretor de administração e tecnologia do FNDE, José Carlos Freitas.

Fonte: Ascom/FNDE
Foto: Divulgação/Marinha

segunda-feira, 8 de março de 2010

Projeto do Senado autoriza obra de hidrovia em áreas indígenas

Em tramitação há seis anos, o projeto regulamenta o uso de trechos dos rios das Mortes, Araguaia e Tocantins em regiões de Mato Grosso, Goiás, Tocantins e Pará.

A bancada ruralista do Senado aprovou um projeto de decreto legislativo para autorizar obras da hidrovia Araguaia-Tocantins em áreas indígenas homologadas e demarcadas pela União. O texto da Comissão de Agricultura do Senado também fixa um prazo máximo de 90 dias para a análise dos estudos antropológicos e de relatórios de impactos ambientais em órgãos federais.


A criação do chamado “decurso de prazo” deve forçar uma aprovação mais rápida do licenciamento ambiental pelo Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (Ibama) e também acelerar o sinal verde da Fundação Nacional do Índio (Funai). Se não houver a análise desses estudos em até 90 dias, o projeto da hidrovia de 3 mil quilômetros passa a ser considerado aprovado.

“Isso é para forçar os órgãos a não dormir com o projeto. Eles têm que dizer sim ou não”, justifica a relatora do texto, senadora Marisa Serrano (PSDB-MS). “Mas isso é apenas um marco de tempo. As comunidades devem ser ouvidas antes.” A obra deve ser incluída na segunda fase do Programa de Aceleração do Crescimento, o chamado PAC 2.

Em tramitação há seis anos, o projeto nº 232 regulamenta o uso de trechos dos rios das Mortes, Araguaia e Tocantins em regiões de Mato Grosso, Goiás, Tocantins e Pará. “Precisamos acelerar a concessão dessas licenças. Precisamos de estudos técnicos de viabilidade e de relatórios ambientais”, diz o senador Gilberto Goëllner (DEM-MT), autor das emendas de limite temporal para as análises de Ibama e Funai.

As ONGs ambientalistas apontam o projeto como uma nova tentativa dos parlamentares ruralistas de pressionar e intimidar os técnicos do Ibama. “É uma pressão política para apressar o licenciamento ambiental no Ibama”, diz a secretária-executiva da ONG Instituto Socioambiental (ISA), Adriana Ramos.

Em maio de 2009, a Câmara Federal aprovou, em uma medida provisória, o “decurso de prazo” no licenciamento ambiental das obras de recuperação de rodovias. “É outra “pegadinha” reincidente. A tática visa acabar com o rito do licenciamento. Antes, a obra. E só depois o projeto da obra”, aponta a ambientalista. O problema da hidrovia Araguaia-Tocantins é, segundo ela, “de origem”, já que seria necessário autorização para uma “dragagem permanente” dos leitos dos rios devido às suas características geológicas particulares.

A obra da hidrovia é considerada fundamental pelos ruralistas para o desenvolvimento do setor agropecuário do Centro-Oeste. A área de influência da Araguaia-Tocantins teria, segundo relatório do Ministério dos Transportes, potencial de produção estimado em 35 milhões de toneladas de grãos até 2020.

O rio Tocantins já é navegável em 250 km de extensão, da barragem de Tucuruí (PA) até a foz do rio Amazonas (AP). Mas a hidrovia precisará de grandes obras de alto impacto ambiental, como o derrocamento de corredeiras e a construção de canais auxiliares, terminais de transbordo e de eclusas em usinas hidrelétricas. Boa parte disso deve ocorrer em áreas de reservas indígenas.

No rio das Mortes, considerado o elo mas frágil da hidrovia, cerca de 550 quilômetros seriam navegáveis entre São Félix do Araguaia e Nova Xavantina (MT). No Araguaia, outros 1.230 quilômetros entre Aruanã (GO) e Xambioá (TO) comporiam o chamado Corredor Multimodal Centro-Norte, conectado às ferrovias Carajás e Norte-Sul, além da rodovia BR-153. O destino final das cargas seria o porto de Itaqui (MA). “Teríamos uma enorme economia de recursos, tempo e vidas com essa hidrovia”, defende Goëllner, um grande produtor de grãos de Rondonópolis (MT).

Além das ONGs ambientalistas, a hidrovia enfrenta resistência de algumas etnias indígenas. A Constituição Federal submete ao Congresso Nacional a autorização para exploração de recursos hídricos nas áreas homologadas e demarcadas pela Funai. Os índios xavantes já pediram, na Justiça, a suspensão das obras da hidrovia nas terras à beira do rio das Mortes.

Fonte: Valor Econômico (Por Mauro Zanatta)

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

UMA PAIXÃO EM PRETO E BRANCO!



MITO
DOCE EMOÇÃO
ENTRA EM CAMPO, EXTASIA
QUEM TE SEGUE A CADA DIA
QUEM TE SEGUE A CADA PASSO
QUEM TE ACOMPANHOU NO FRACASSO
E QUE TE IDOLATRA COM PAIXÃO.

MONSTRO DOS GRAMADOS
TOCA A BOLA COM FIRMEZA
MOSTRA A ARTE E A BELEZA
TIRA O AR, DEIXA O PULMÃO
E ARRANCA A ESPERANÇA PRESA

ESTRELA QUE ME GUIA
MÃOS QUE TREMEM DE AGONIA
MÃOS QUE TREMEM DE ALEGRIA
MEUS SENTIDOS, MEU PRAZER
RAZÃO DO MEU VIVER...

ETERNIZA ESSE JOGO
QUE EU VOU TE CONFESSAR:
QUE EM APENAS UMA VIDA,
É MUITO POUCO PRA TE AMAR!

Maria Rachel Coelho
22/02/2010